A Origem do Mito
As histórias e as lendas que envolvem o mítico reino do Preste João estão relacionadas com as lendas do Rei Artur, com a busca do Santo Graal e, com a procura do paraíso perdido de Shambala. Aliás, a confusão entre o real e o imaginário foi sempre uma constante durante a Idade Média. Pelo que se torna indispensável ordenarmos os diversos níveis da realidade, para podermos chegar a uma verdade factual.
As histórias e as lendas que envolvem o mítico reino do Preste João estão relacionadas com as lendas do Rei Artur, com a busca do Santo Graal e, com a procura do paraíso perdido de Shambala. Aliás, a confusão entre o real e o imaginário foi sempre uma constante durante a Idade Média. Pelo que se torna indispensável ordenarmos os diversos níveis da realidade, para podermos chegar a uma verdade factual.
Ora vejamos, durante a Idade Média a Igreja Romana desafiava os Estados e as suas soberanias, para se constituir numa riquíssima entidade sobrenacional, de duvidosa religiosidade, pelo que se torna natural, que para todos aqueles que foram marginalizados pela clerocracia daquela época, lhes fosse muito difícil entender o seu fausto e a sua grandeza, tal como hoje ainda o é, quando a sua mensagem ecuménica se centralizava na virtude da pobreza e na bondade humana. Por conseguinte, não é de estranhar que à luz desta realidade histórica, tivessem surgido lendas que davam conta da existência de cavaleiros imbuídos de espírito de bondade e de virtude. Verdadeiros homens santos e transcendentes, que dedicavam a sua vida a caminhar na senda do Bem e do Amor, ao mesmo tempo que combatiam o mal onde ele se apresentasse. Imbuídos deste espírito transcendente, muitos cavaleiros procuraram o Graal, a fim de iluminarem a humanidade, com a sabedoria que aquele proporcionava.
Contudo, dadas as vicissitudes daquele tempo, facilmente compreendemos a razão porque aquelas míticas lendas foram muito reconfortantes e inspiradoras para quem as escutasse.
Na verdade, o fantasioso relato que circulava de boca em boca, sobre o maravilhoso e fantástico reino do “Preste João”, vinha nesta esteira de lendas e de contos moralizadores, uma vez que aquele mito preenchia por completo a necessidade que as populações medievais tinham de modelos de virtude, ao mesmo tempo que tinha o mérito de saciar a cede de aventura e de cupidez que a nobreza apresentava, uma vez que a tónica daquelas lendas, orbitava entre uma realidade física e o mundo do fantástico e do metafísico.
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